Como Luiza foi parar no Canadá (relatos da vida em agência).

18:35

Atendimento ao telefone:

- O cliente mandou um job pra um vídeo de lançamento do empreendimento. Vou precisar da ajuda de vocês pra reunir algumas informações pro pessoal da criação.

Planejamento (esfregando o rosto):

- Ok, qual o público?

Atendimento (com pressa):

- Olha, o cliente ainda não definiu muito bem, mas disse que é classe AB, mas também é acessível pra classe C que vem crescendo muito e quer um plus a mais: que o vídeo seja inspiracional pra classe D e E, pra reforçar a marca frente a esse público. A estratégia é boa né? Eu e a Marketing de lá fizemos MBA juntas.

Planejamento (cansado demais pra discutir):

- Putz. OK. Qual a verba?

- Não sei.

- A localização do empreendimento?

- Não sei.

- Os diferenciais do empreendimento?

- Não sei.

- Quando ele vai ser entregue?

- Não sei.

18:40

Planejamento (arranhando as paredes):

- Será que rola de ligar pra ele e perguntar então? Senão vai ficar foda definir alguma coisa.

Atendimento (já meio nervosa):

- Olha, não dá porque toda quarta esse horário ele joga tênis com o dono da agência e já saiu. E eu também tenho peeling facial marcado pra daqui 5 minutos, não posso ficar aqui. Olha, faz o seguinte: pensa num direcionamento ousado, mas tradicional… com uma pegada criativa, porém sem fugir muito dos padrões do mercado imobiliário. Ele gosta de humor, mas tem que passar a seriedade da compra de um apartamento. Ah, e também tem que ser requintado, mas numa linguagem acessível ao grande público. Enfim, o de sempre.

Planejamento (sentido uma dor fulminante no braço esquerdo):

- Tá, tá! Qual o prazo?

- Vou pedir pra criação me mandar até sete horas, porque o cliente viaja amanhã cedinho e quer ver antes. Vou enviar pro iPad dele do meu iPhone.

[...]

18:46

Criação ao telefone (Highway to Hell tocando alto ao fundo):

- Cara, o atendimento me mandou um email aqui, cheio de erro de português, pedindo pra fritar um roteiro de VT aqui, tem algum direcionamento aí que possa nos ajudar?

Planejamento (twitando indiretas enquanto fala ao telefone):

- Opa. Bom, a única coisa que deu pra pesquisar durante esse tempo é que a Classe AB tá investindo muito em lazer, curtir a vida… tipo viagens ao exterior, sabe? E dá muito valor à família. Lembra que o roteiro tem que ser ousado, mas tradicional… com uma pegada criativa, porém sem fugir muito dos padrões do mercado imobiliário. Ele gosta de humor, mas tem que passar a seriedade da compra de um apartamento. Ah, e também tem que ser requintado, mas numa linguagem acessível ao grande público. Enfim, o de sempre.

Criação (rindo por dentro):

- Belê. Em dois minutos mando pra ela aqui.

[...]

18:50

Email da criação no iPhone:

Ei! Segue o roteiro. Usamos uma super tendência que é que a classe Classe AB tá investindo muito em lazer, curtir a vida… tipo viagens ao exterior, sabe? E dá muito valor à família.

Beijão.

PS: que horas você sai do peeling? Minha banda vai tocar hoje naquele barzinho meio rock, meio cult super hypado, vai comigo?

[...]

19:00

Atendimento twitta:

Gente, alguém sabe como dá ctrl c crtl v no iPhone?

[...]

19:15

Boa noite, segue o roteiro com a defeza da criação:

Usamos uma super tendência que é que a classe Classe AB tá investindo muito em lazer, curtir a vida… tipo viagens ao exterior, sabe? E dá muito valor à família.

aguardo retorno.

Atensiosamente,

atendimento.

[...]

19:50

Atendimento ao telefone:

- Ei. O cliente falou que vai chegar em casa, tomar um banho, jantar, ver um filme, aí vai dar uma olhada no roteiro e perguntar pra esposa se ela gosta, fica aguardando aí que pode ter alguma alteração.

Criação (mastigando uma batata fria do McDonald`s):

- Putaqueopariu! É sempre a mesma merda! Manda esse vampiro ser rápido!

[...]

01:05

Email do atendimento:

Encaminhei pra você o retorno do cliente. Ele adorou tudo, só pediu pra mudar a trilha, a direção de arte e o texto. A produtora é aquela do sobrinho dele, então não pode ser um negócio muito difícil de entender.

[...]

09:00

Atendimento ao telefone (desesperada):

Então, ele gostou dessa décima oitava versão, vai ser ela! Vou mandar produzir que a fita tem que estar na globo meio dia!

[...]

11:48

Atendimento ao telefone (histérica):

PELAMORDEDEUS TAMO FUDIDO! O CLIENTE DIZ QUE MOSTROU A FITA PRO CELIDSON, TÉCNICO DE SEGURAÇA DA EMPRESA, E ELE ACHA QUE TEM QUE FICAR MAIS EXPLÍCITO ESSE NEGÓCIO DA VIAGEM AO EXTERIOR!!! MUDA AÍ E INSERE NO ROTEIRO RÁPIDO QUE O CARA DA GLOBO JÁ TÁ FUNGANDO NO MEU CANGOTE E SE EU NÃO GANHAR CONVITE PRA FESTA DELES ESSE ANO A CULPA É SUA!

Criação (resignado):

- Ok.

[...]

11:49

Atendimento ao telefone:

- Já mudou?

Criação (puto):

- Tô mudando. Tô pensando em um jeito de encaixar no roteiro aqui.

[...]

11:50

Atendimento ao telefone:

- Já mudou?

Criação (puto):

- Tô mudando.

[...]

11:51

Atendimento ao telefone:

- Já mudou?

Criação (puto):

- Já vai porra!

[...]

11:52

Atendimento ao telefone (ensandecido):

- Já mudou?

Criação (puto):

- TÔ MUDANDO CARALHO!

Atendimento chora.

[...]

11:55

Atendimento (por email, que é pra não desgastar):

O cliente não gostou. A mulher dele pediu pra, ao invés disso, colocar uma referência à filha deles, que tá fazendo intercâmbio. Ela mesmo já escreveu por cima e mandou pra produtora. Eles vão enviar a fita pra Globo por lá mesmo.

[...]

18:00

O comercial entra no ar no intervalo da novela.

Prêmios – Brambilla Comunicação recebe dois troféus no FestGraf 2011

Aconteceu no dia 02 de Dezembro de 2011 a premiação do FestGraf 2011 da APP – Associação dos Profissionais de Propaganda de Ribeirão Preto. A agência Brambilla Comunicação, de Marília, mais uma vez foi premiada. Foram dois troféus na categoria Identidade Corporativa, 2º e 3º lugares, mostrando o grande expertise da agência nesta especialidade.

Mas não foi apenas nesta categoria que a Brambilla teve seu trabalho premiado, finalista em outras 02 categorias, com mais 03 projetos, recebeu menção honrosa nas categorias Mídia Exterior, Identidade Visual e Impressos Institucionais. Devido o alto nível das peças, o júri decidiu dar algumas menções para os trabalhos acima da média, por pouco a agência não recebeu mais troféus. Além das 05 peças finalistas, um anúncio entrou para o shortlist, dos trabalhos com nota acima da média na categoria Anúncio de Revista.

O FestGraf é um dos eventos mais importantes do segmento, que visa reconhecer e premiar a criatividade e a qualidade das agências de propaganda, fornecedores da área gráfica, estúdios de arte/fotografia, além de incentivar os investimentos em talentos e tecnologia, visando o aperfeiçoamento da criatividade e da qualidade dos serviços técnicos das agências e fornecedores do interior

Este ano foram 470 peças inscritas, com participação de agências de Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Rio.

Ano passado a Brambilla também recebeu dois troféus, Prata na categoria Impresso Institucional e Bronze na Categoria Identidade Corporativa.

Para o diretor de criação da agência, Guilherme Brambilla, ter o trabalho premiado é importante porque mostra o nível criativo da agência, além da assertividade dos negócios, já que os trabalhos também são analisados de acordo com os propósitos estratégicos de cada cliente e o nível de clareza e força da tradução de seus objetivos de comunicação.

O Juri foi formado por profissionais experientes de grandes agências de São Paulo. Em dois anos de participação, a agência soma 04 troféus, 100% das peças classificadas para o shortlist, 03 menções honrosas.

Abaixo as peças:

 

Visita da produtora de audio ao pessoal agência

Muito boa esta paródia, feita a partir da clássica cena de Pulp Fiction, que mostra a realidade desta vida loca do mercado.

Não deixa de ser verdade, e o que mostra a importância de um bom briefing e, na ausência de um bom, serve, ao menos, poucas palavras e algumas referências.

Produtora boa é aquela que, além de fazer bem feito, segue as ideias da agência e do cliente. Mas é claro que uma conversinha antes para, ajustar algumas coisas, sempre é bem-vinda, vai que os caras resolvem lhe fazer uma visita.

dica do amigo, competente e profissional,  Bob Floriano.

Maria-Layout

Muito engraçado este filme criado pela Almap BBDO para divulgar a exposição Art Directors na Panamericana –  Escola Panamericana de Arte e Design.

São apresentadas as campanhas vencedoras na 90ª edição do Festival Art Directors Club NY (EUA), considerado um dos principais prêmios da publicidade mundial, até o dia 20 de outubro.

dica do leitor Danilo Bigeschi.

Steve Jobs – um post para figurar em todas categorias do blog

Sobre a vida
“Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates” –Newsweek, 2001

“Ser o homem mais rico do cemitério não me interessa. Ir para a cama à noite dizendo que fizemos algo maravilhoso, isso importa para mim”–The Wall Street Journal, 1993

“Você quer passar o resto de sua vida vendendo água com açúcar ou quer ter a chance de mudar o mundo?”– em entrevista a John Sculley para o livro “Odyssey: Pepsi to Apple

“Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores.Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado[ o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Você não pode conectar os pontos olhando para a frente; você só pode conectar os pontos olhando para trás. Assim, você precisa acreditar que os pontos irão se conectar de alguma maneira no futuro.Você precisa acreditar em alguma coisa – na sua coragem, no seu destino, na sua vida, no karma, em qualquer coisa. Este pensamento nunca me deixou na mão, e fez toda a diferença na minha vida.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: nnguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Tenha vontade, tenha juventude. Eu sempre desejei isso para mim. E agora, que vocês se formam para começar algo novo, eu desejo isso para vocês” – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Sobre tecnologia
“Eu acho que [a tecnologia] fez o mundo ficar mais próximo e continuará fazendo isso. Existem desvantagens para tudo e consequências inevitáveis para tudo. A peça mais corrosiva da tecnologia que eu já vi se chama televisão, mas novamente, a televisão, no seu melhor, é magnífica.” – Revista Rolling Stone, dezembro de 2003

“Nascemos, vivemos por um momento breve e morremos. Tem sido assim há muito tempo. A tecnologia não está mudando muito este cenário” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se você é um carpinteiro e está fazendo um belo armário de gavetas, você não vai usar um pedaço de compensado na parte de trás porque as pessoas não o enxergarão, pois ele estará virado para a parede. Você sabe que está lá e, então, usará um pedaço de madeira bonito ali. Para você dormir bem à noite, a qualidade deve ser levada até o fim”— Revista Playboy, 1987

“O único problema da Microsoft é que eles não têm estilo. Eles não têm estilo nenhum. E não falo isso nas pequenas coisas, falo em tudo, no sentido de que eles não pensam em ideias originais e de que eles não levam cultura para os seus produtos – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

Sobre o futuro
“Eu sempre estarei ligado à Apple. Espero que durante toda a minha vida o meu fio se cruze com o fio da Apple, como uma tapeçaria. Posso ficar afastado por algum tempo, mas eu sempre vou voltar.” – Revista Playboy dos Estados Unidos, fevereiro de 1985

“A principal razão para a maioria das pessoas comprarem um computador para suas casas será para se conectar a uma rede nacional de comunicações. Estamos apenas nos primeiros estágios do que será uma grande revolução para a maioria das pessoas – tão revolucionária quanto o telefone.” – Revista Playboy (edição americana), fevereiro de 1985

“A indústria do computador desktop está morta. A inovação virtualmente acabou. A Microsoft domina cada uma destas inovações. Isso acabou. A Apple perdeu. O mercado do PC desktop entrou em uma fase negra e ficará nela pelos próximos 10 anos ou até o final desta década” – Revista Wired, fevereiro de 1996

“Se eu tivesse largado esta única disciplina na faculdade [caligrafia], o Mac não teria diversas fontes e espaços proporcionais entre elas. E já que o Windows copiou o Mac, seria provável que nenhum outro computador tivesse a mesma coisa”. – discurso durante formatura em Stanford, 2005

Sobre a Apple
“Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias” – Documentário ‘Triumph of the Nerds’, 1996

“Se eu estivesse liderando a Apple, eu apostaria tudo pelo Macintosh e depois me ocuparia com um próximo grande lançamento. A guerra do PC acabou, a Microsoft venceu há muito tempo” – Revista Fortune, 1996

“Estes produtos são um lixo. Não há mais sexo neles” – BusinessWeek, 1997

“Ninguém tentou nos engolir desde que eu estou aqui. Acho que eles têm medo de qual seria o nosso sabor” – reunião com acionistas, 1998

“Cara, a gente patenteou ele” (apresentando o iPhone) – Macworld, 2007

“Fizemos os botões na tela ficarem tão bons que você vai querer clicar neles” [sobre o Mac OS X] – Revista Fortune, janeiro de 2000

“Entrará para a história como uma grande mudança na indústria musical. Isso é histórico. Eu não posso subestimar isso” [sobre a loja virtual iTunes Music Store] – Revista Fortune, maio de 2003

“A cura para a Apple não está no corte de preços. A cura para a Apple está em inovar o meio de sair deste problema” – Apple Confidential: The Real Story of Apple Computer, 1999

“Eu não percebi isso na época, mas ter sido demitido da Apple foi a melhor coisa que aconteceu comigo. (…) Foi um remédio com gosto horrível, mas acho que o paciente precisava dele”. – discurso durante entrega de diploma de Stanford, 2005

A nova marca da Nextel

Com novo slogan e comercial sensacional, que une todos os protagonistas da campanha em vigor, até então, a Nextel apresentou sua nova marca.

Antes

 

 

 

 

A predominância do vermelho escuro, quase vinho envelhecia a marca, com um “X”  apático e nenhuma força que estabeleça um símbolo, além da proposta gráfica de riscar e subtrair nas letras “TEL”.

Sabe aquelas fontes ou, se preferir, tipografias, que simulam efeito de congelamento ou carinho de corrida cortado pelo vento? Pois é.

Depois

Agora é viva, com força gráfica, o laranja assume o lugar do vinho. Moderna, ágil, quente, em movimento, estas são algumas das conquistas que a LANDOR proporcionou na nova marca da Nextel. O “X” assume papel de símbolo, o que antes não tinha, e a forma se refere a dois conectores, que unem os clientes de Nextel. A marca caiu como uma luva para o posicionamento da agência LODUCCA, que já conectava pessoas (personalidades). Agora o slogan fecha a potencializa a marca “Seu mundo. Agora”.

E para lançar esta marca de forma brilhante, sem precisar de gente segurando folhas com o desenho da nova marca, ou dizer “esta é a nova marca da nextel” a agência LODUCCA criou este brihante filme, com a trilha de ninguém menos que (se é que existe) os BEATLES, e o refrão “come together right now over me” conecta MV BILL com qualquer pessoa comum, e convida todos para o “clube” nextel, tema da campanha até então.  Sensacional.

Seu mundo. Agora

Festival de Publicidade de Gramado

Finalmente um tempinho para postar aqui no Bexiga. Estive em Gramado para participar do Festival Internacional de Publicidade de Gramado. Com várias novidades da cabeça, organizei algumas linhas para compartilhar com os leitores do blog. Como sempre, grandes novidades, e coisas assim, digamos, “não tão novas” foram discutidas e apresentadas.

As novidades, é claro que já estamos aplicando no dia-a-dia da agência, proporcionando aos nossos clientes melhores condições para construção das marcas e resultados comerciais efetivos.

Vou começar com algumas anotações sobre a palestra de Luis Lara, fundador e sócio proprietário da Lew’Lara TBWA e presidente da ABAP - Associação Brasileira de Agências de Publicidade.

Lara foi muito breve e nos alertou que um publicitário precisa ser um contador de historias, contar o valor do cliente. A idéia vem de toda parte, não tem um caminho certo a seguir e que a imaginação é tão importante quanto o conhecimento por isso somos livres e não temos barreiras para criar.

Com o Case da Naldecon ele mostrou que com as diversas plataformas de mídias existentes as idéias podem criar experiências e relacionamentos únicos das marcas com o consumidor.

*vídeos Naldecon (NÃO ACHEI O CASE COMPLETO ENTÃO SEGUE VARIOS VÍDEOS)

A identidade da marca faz a diferença e isso nós construimos. Com a boa propaganda fazemos a conexão entre marca e consumidor. A má propaganda pode gerar venda, mas construir uma marca e grandes resultados somente com boa propaganda, estratégica e criativa.

Para chegar ao consumidor é importante ouvi-lo, mesmo não sabendo o que ele quer. Faz pesquisas a fundo antes de comprar e não quer mais ser passivo. O consumidor de hoje em dia quer novas experiências e é a marca que vai oferecer isso a ele.

As empresas precisam buscar algo novo, algo diferenciado.

Um exemplo disso é este case da Lynx.

*case lynx.

E para finalizar não podia faltar uma “tietada”.

Ton Campos, planejamento da Brambilla e sósia não-remunerado do cantor Michel Teló.

Almap cria em parceria com seus clientes a campanha que todo cliente deveria seguir.

Este post é dedicado a todo anunciante profissional de propaganda.

A campanha abaixo é um marco. (o loco que exagero??)  Pode até pensar que seja um exagero de nossa parte, mas ela é muito relevante, e sim, acreditamos muito nela. Não apenas por promover a agência mais premiada do mundo em 2011 (eleita a agência mais criativa do mundo também em 2010 e 2000), mas por que ela aborda de um jeito simples o que toda agência espera de um cliente: ______________________ (cabe a você preencher o espaço ao lado).

É claro que o sucesso deste trabalho é fruto da competência, da inovação desta agência, mas nada seria possível se seus clientes fossem “clientes comuns”, como aborda a campanha. E claro, da confiança, do envolvimento, do estudo, trabalho, das apostas e da coragem de ousar.

Realmente, se a Almap tivesse clientes comuns, ela seria uma agência comum.

Clique em qualquer um dos anúncios e coloque uma pulga atrás da orelha.

A maldição dos 27 anos

A morte da cantora Amy Winehouse provocou uma série de teorias sobre o que teria causado sua partida. Uma delas – a “Maldição dos 27 anos” – ganhou força e espaço na mídia. Ela foi desenvolvida a partir de vários casos de ídolos da música mortos antes de completar 28 anos. E Amy Winehouse não escapou. Aos olhos de muita gente, tornou-se a mais nova vítima da maldição.

No anúncio criado pela AlmapBBDO, “Você nunca vai fazer 28”, a “Morte” refuta a “teoria dos 27 anos” e desmonta, um a um, os argumentos que a constroem, num texto bem-humorado e com uma ponta de ironia, escrito por Andre Kassu. A direção de arte é de Marcos Medeiros, com ilustração de Arthur d’Araújo e Tiago Pinho. A direção de criação é de Luiz Sanches.

O texto será publicado na edição de agosto da revista Billboard, mas está disponível a seguir.

Leia o anúncio:

“Você nunca vai fazer 28.

Oh, agora vocês falam de uma maldição dos 27 anos. Misturam teorias conspiratórias, buscam explicações na numerologia, apelam para a astrologia. Então, eu levaria Jim Morrison e Jimi Hendrix pelo simples fato de que eles nasceram sob o signo de Sagitário? Poupem-me.

Mistificar o simples é algo tão humano que me traz uma sensação rara: sorrir. Resolvi, portanto, dar algumas respostas. Não é isso que vocês vivem procurando?

Antes de qualquer coisa, Brian Jones foi um engano. Logo, toda a teoria da maldição dos 27 é baseada em um erro. Um erro primário, confesso. O meu alvo era Keith Richards, mas estava em uma péssima noite. Adoro Brian, ele é muito talentoso, acredite, pois o ouço todos os dias. Não tinha motivos para levá-lo. Ele tinha sido expulso da banda, estava triste e minha encrenca era com Mick e Keith. Muito por causa daquela canção Sympathy for the Devil. Eu adoraria que aqueles versos tivessem sido escritos para mim. Então, resolvi usá-los contra Keith. Cheguei cantando: Please allow me to introduce myself, I’m a man of wealth and taste, I’ve been around for a long, long years… Mas atingi Brian. Em troca, dei a Keith todos os anos de vida que Brian teria direito. E isso, apenas isso, explica o fato dele estar vivo. Ele não é um sobrevivente, eu que me senti culpada. Ele pode subir em coqueiros, tomar doses cavalares de bebida e continuar andando, porque eu, um reles imortal, cometi um pequeno deslize.

Voltemos aos fatos como eu vivi, ou morri. Jimi Hendrix veio depois. Mas preste atenção nessa letra: angel came down from heaven yesterday, she stayed with me just long enough to rescue me. Ok, não sou um anjo. Mas entendo a metáfora como quiser e levei ao pé da letra. Achava que era comigo que ele estava falando. Aproveito para acabar com um dos mitos que me cercam. Jimi Hendrix não toca com Stevie Ray Vaughan, nem faz jam sessions com Charlie Parker. Seria injusto ouvir algo que você, mortal, nunca ouviu. Sim, eu tenho um senso de justiça. Ou você acha que é à toa que inúmeras versões inéditas surgem após a morte? Que, por décadas, esses artistas mantenham a presença nos rankings de venda? Eu simplesmente sei criar um mito. Ah, se eu gostasse tanto do número 27 teria levado Stevie Ray com essa idade. E aí, sim, teríamos uma grande teoria.

Janis Joplin? Ela cantava Farewell Song. Preciso explicar muito? E, cá entre nós, acho que a sua voz não continuaria a mesma. E seria doído vê-la cantando pior. Há uma outra questão humana. Com tanto artista ruim, porque eu levo os melhores? Bem, em que momento vocês imaginaram que eu teria mau gosto musical? Eu simplesmente gosto de boa música.

Depois tem o menino Jim Morrison. Eu sou discreta, chego sem esperar. Mas quando ouvi “The End” pensei: esse rapaz sabe que eu estou chegando. E gosto de me imaginar como o beautiful friend da letra. Ver The Doors em turnê com outros cantores quase me traz um arrependimento. Ele não merecia isso. E Val Kilmer? Pensei em adiantar a vinda de um certo diretor só por essa escolha. Mas com Jim, senti que os 27 seriam um assunto. E isto foi algo pensado. Pela primeira vez, até então. E descansei. Gary Thain do Uriah Heep? Alan Wilson do Canned Heat? Pigpen do Grateful Dead? Ah, não me subestime. Todos ao acaso. Não fosse a busca pela internet, você não conseguiria ligar um assunto ao outro.

Tive muito trabalho nesse tempo. Levei grandes do reggae, o rei do rock, pelo menos uma dúzia de rappers, o menino Lennon e o maior ídolo pop de todos os tempos. Eternizei lendas, marquei seus lugares na história. E aí, vem a tal maldição dos 27 com Kurt Cobain. Sério? O cara canta: I hate myself and I want to die,  Come on death e vocês acham que ele se foi por causa dos 27? Eu simplesmente adorava a audácia desse rapaz. Gostava como ele escrevia canções para mim. Vocês não sabem, mas me doeu tanto que vesti xadrez por um mês em luto. Em troca, lhes deixei o Dave Grohl repleto de ideias. E, mais uma vez, diversos takes inéditos do Nirvana.

E agora, vocês lamentam pela Amy. Fazem novas conjecturas com os 27. Uma explicação: ela era simplesmente muito talentosa. Você não escolhe o seu playlist? Eu também. E, de quebra, preservei sua voz em Back to Black. Com o tempo, vocês esquecerão a imagem de uma artista em decadência física e se lembrarão apenas de sua grande voz. Por isso, ela não fez 28.

Encerrando: não me importa 27 ou 42. Ah, você em suas crenças não se tocou que Peter Tosh e Elvis morreram com 42? A morte é o meu trabalho, apenas. E eu não acredito em superstições. Último pedido? Olha que ironia, eu falando em último pedido. Se é para fazer uma versão de uma canção de alguém que eu levei, que seja realmente boa. Eles raramente se sentem homenageados. Digo-lhes com conhecimento.

PS: Não comentei sobre Robert Johnson porque temos um acordo.”

Consumidores deduram Pôneis Malditos ao Conar

As queixas de cerca de 30 consumidores contra o comercial “Pôneis malditos”, criado pela Lew´Lara / TBWA para a Nissan, foram o suficiente para que o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abrisse um processo para julgar o caso, um relator entre os 200 membros do conselho de ética para avaliar o mérito das reclamações.

Segundo informações do Conar, todos os consumidores manifestaram ao Conar insatisfação com a associação do termo “maldito” a pôneis, um “símbolo do universo infantil”, considerada por eles como “desrespeitosa”. A questão estará na pauta da reunião do Conar marcada para o dia 1º de setembro, mas o relator, cuja a identidade é revelada apenas aos executivos do anunciante, tem o poder de solicitar a suspensão da veiculação a qualquer momento caso entenda que exista de fato alguma violação ao Código de Autorregulamentação Publicitária.

O comercial, que começou a ser veiculado no último final de semana, mostra um motorista irritado com sua caminhonete atolada num lamaçal. Ao praguejar, ele culpa a falta de potência do motor movido a “pôneis” em vez de cavalos: “Malditos pôneis!”. É a deixa para a Nissan apresentar seu modelo Frontier, destacando os 172 cavalos de potência de seu motor. A Nissan é reincidente no Conar, já tendo tido comerciais suspensos por conta de queixas de marcas concorrentes, como no case do rap “Ouro de Tolo”, alvo inclusive de um processo na Justiça movido pela Ford. Ser julgada por queixas de consumidores, no entanto, é uma novidade para a marca.

Nissan cria pôneis malditos

Comercial de Nissan, criado pela Lew’Lara\TBWA para a picape Frontier, compara a  força da picape Nissan à da concorrência por meio do questionamento: “Você quer uma picape que tenha cavalos ou pôneis?“.

Além do filme veiculado em TV aberta e fechada, há uma versão especial para internet, com um extra, a “Maldição do Pônei”, vídeo que “deve ser encaminhado imediatamente para 10 pessoas ou a maldição pegará em você.” A maldição em questão é ficar eternamente com a música do Pônei Maldito na cabeça.

Por meio dessa ação, o internauta será encaminhado para o aplicativo de Facebook “Maldição do Pônei”, que apresentará um filme introdutório no qual o pônei explica como é possível livrar-se da maldição. O usuário poderá gravar sua própria maldição e enviar aos seus amigos um vídeo personalizado com sua voz distorcida ou compartilhar uma das maldições pré-definidas.

Ao enviar para seus amigos, os amaldiçoados receberão um post por dia em seu mural, durante cinco dias, até que acessem o aplicativo, compartilhem e livrem-se da maldição.

Página no Facebook: http://www.facebook.com/nissanbrasil?sk=app_177444568987500

via CCSP